Rodrigo Santana ganha espaço! Seria ele a solução caseira para o clube?

Foto: Atlético/Bruno Cantini/Pedro Souza.

 

 

O Atlético vive uma temporada difícil em 2019, cheia de altos e baixos, protestos, demissões, trocas de profissionais em alguns setores da gestão e derrotas, ah derrotas! Derrotas amargas em momentos cruciais para a temporada, que fazem o momento atleticano repleto de incertezas, e todo esse turbilhão circunstancial, marca a gestão de Sette Câmara e afeta diretamente o clube, com atletas renomados sendo questionados pela torcida, queda de rendimento de várias peças importantes e técnicos sendo “fritados” a todo tempo. Diante deste cenário, após a queda, vexatória, na Copa Libertadores, mais um treinador deixou o comando alvinegro, o ótimo Levir Culpi sucumbiu em um trabalho muito ruim, diga-se de passagem, e deixou uma missão de revolucionar e se manter no cargo para o próximo treinador que viesse ao clube; mas contratar um bom técnico no cenário brasileiro atual não é tão fácil, e a missão caiu no colo de um jovem treinador, Rodrigo Santana que já era funcionário do clube e assumiu o comando técnico do profissional para preparar terreno para o próximo treinador.

Rodrigo Santana, 36 anos, fez ótimas campanhas regionais com a equipe da URT em temporadas passadas, chegou ao Galo em 2018 assumindo a equipe Sub-20 do clube, vinha em um bom trabalho na base, até que no dia 11 de abril deste ano, abraçou a oportunidade e assumiu o time profissional, num momento complicado, ainda nas finais Campeonato Mineiro. De lá pra cá foram 11 jogos com cinco vitórias, dois empates e quatro derrotas; o que chama a atenção para seu trabalho são os números conquistados neste início do Campeonato Brasileiro. O time ocupa a vice liderança com 12 pontos em 15 possíveis, um bom começo, aliado a evidente a evolução do time num todo, hoje consegue-se ver jogadas treinadas, triangulações e toques rápidos, além de um time mais coeso e compacto, demonstrando em campo o toque do treinador e a forma que ele gosta de ver suas equipes atuarem, mesmo prejudicado com a falta de algumas peças e qualidade em algumas posições. Ele vem desenvolvendo o grupo e conseguiu também, recuperar alguns atletas que estavam há muito, atuando muito abaixo e voltaram a render melhor desde então. Com toda esta evolução, Rodrigo demonstrou seu potencial, foi ganhando espaço e carinho entre os atletas, gestão e torcedores. Mas a questão que ronda os bastidores alvinegro é se o jovem estaria pronto para ser o treinador durante o restante da temporada, tendo que conviver com a pressão diária, ego de atletas, oportunidades a jovens em meio aos experientes, perca de atletas na próxima janela e reformulação do elenco para o segundo semestre. Então Rodrigo Santana, estaria pronto para ser a solução ideal para o clube neste momento?

Simpático, humilde, inteligente, tático, bom de grupo e trabalhador, o atual treinador alvinegro declarou diversas vezes que está apenas começando na carreira, que valoriza muito a oportunidade recebida, entendendo que tem muito o que aprender. Deixa claro também que o sucesso do clube é o que importa e que está ali para ajudar, para agregar e evoluir e que não está incomodando com a possível vinda de um novo treinador para o clube.

A diretoria segue trabalhando, porém, não conseguiu ainda seduzir um bom profissional com o projeto apresentado. Fato preocupante, pois a parada da Copa América se aproxima, e seria ideal o clube estar com um planejamento bem feito para o restante da temporada, e a função de treinador é primordial, não se pode colocar o “barco para navegar sem um comandante a bordo”.  O clube precisa se movimentar para este planejamento ser mais eficiente, caso optem por trazer um novo treinador, que seja rápido pois o mesmo precisará conhecer as peças que tem e indicar reforços para melhoria do elenco, mesmo sendo evidente as carências refletidas jogo após jogo, cabe ao treinador entender a forma e as peças que necessita para “tocar o barco” da melhor maneira possível (já sabido que não será a diretoria ou o presidente que indicará reforços de maneira eficiente, ano passado evidenciou que não é uma formula eficaz). Caso optem por manter Rodrigo Santana, é hora de colocar isso em evidencia ter paciência e bancar o jovem comandante, além de trazer urgentemente reforços pontuais, pois não seria justo manter este elenco sem reforços e exigir grandes resultados do treinador.

Ano passado o bom Thiago Larghi viveu experiência semelhante a que Rodrigo vive hoje, os bons números como interino o credenciou a treinador no comando alvinegro, porém, as trocas no elenco em meio a temporada, aliado a certa falta de experiência em momentos cruciais fizeram com que o jovem fosse de muito promissor a um chamado estagiário em questão de meses. Talvez com um pensamento diferente, o de evoluir o promissor Larghi, buscando naquele momento um treinador com experiência e de maior renome e colocando o jovem como um auxiliar permanente, faria com que hoje o antigo treinador estivesse frente ao clube muito mais preparado para assumir as broncas que surgem com a função de treinador do grandes clubes no Brasil. Erro que foi fatal para o jovem dentro do clube, e pode ser que perdemos aí, um grande treinador e gestor para o clube.

De certo, Rodrigo Santana deve ser muito valorizado dentro da Cidade do Galo, é uma joia a ser lapidada e é muito certo que será um grande treinador. Seria importante a vinda de um outro técnico para ajuda-lo nesse primeiro momento, para trabalhar frente ao elenco no dia a dia, cobrar da diretoria reforços de peso e lidar com a pressão interna e externa que os treinadores sofrem diariamente, além de desenvolver, ensinar e preparar o jovem treinador para num futuro próximo alçar grandes voos como treinador principal. Capacidade, é evidente que ele tem de sobra, e é preciso valorizar profissionais que querem o melhor para o clube.

A parada da temporada para a Copa América se aproxima, com ela, as respostas que cercam o dia a dia do clube. Rodrigo tem capacidade para evoluir frente ao grupo e ser o treinador até o final da temporada. Não parece o ideal para o momento, mas é nessas tempestades que identificamos os “bons navegantes”, se ele for mesmo se tornar o comandante alvinegro, que tenha um bom projeto em mãos, com carta branca para movimentar o elenco, que o tratem como treinador de verdade, com muito respeito pelo profissional e deem respaldo no dia a dia e que atendam seus pedidos para as necessidades que o mesmo percebe no elenco.

O Galo precisa se planejar melhor e ser mais eficiente para projetar a temporada, é muito ruim saber que mais da metade da gestão atual é com treinadores interinos ou muito questionáveis, isso não gera bons frutos, muito pelo contrário. Rui Costa chegou e percebe-se mudanças em alguns pontos internos no clube, muito importante o interno está bem organizado, pois, tudo que ocorre internamente reflete em campo, nos atletas. É primordial, cuidar do interno sem esquecer dos que estão à frente do clube, não adianta cuidar das contas e esquecer do campo; do técnico e da comissão, são estes que atraem verbas, patrocínios, parceiros, premiações e resultados para o clube, além é claro, do principal aliado de sempre a torcida que tem feito sua parte. É necessário tratar o clube com carinho e com respeito, é uma paixão de muitos e é preciso valorizar sempre esta grandiosa Instituição.

 

Um grande abraço a Massa Atleticana!!! Nos encontramos aqui na nossa próxima coluna de notícias.

Espora neles!

Aki é Galo, Sempre!

 

 

 

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Jeferson Alves

Apaixonado pelo Clube Atlético Mineiro. Twitter : @jefinhoalves_90 Instagram: @jefinhoalves90 Espora neles! "Aqui é Galo, Sempre!"

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