Atletas do Galo Feminino são vítimas de atitudes abusivas no Mineirão

Por: Malu Rabello

Divulgação: Galo Feminino

Nesse domingo, 16, o elenco do Galo Futebol Feminino foi apresentado para a torcida alvinegra no intervalo da partida contra a Caldense, pela 6º rodada do Campeonato Mineiro. As jogadoras que subiram no gramado do Gigante da Pampulha e tiveram seus nomes estampados nos telões do estádio, foram vítimas de atitudes abusivas como por um canto da torcida organizada do Galo e pelo mascote do clube, Galo Doido.

Durante a passagem das atletas pelo gramado, o canto dos torcedores que dizia “Vem pra loucura, Vem gostosa” ecoou no estádio. Outra cena que marcou a tarde foi atitude do Galo Doido, em que o mascote puxou a mão da zagueira Vitória Calhau e a fez dar uma “rodadinha”, para olhar suas partes do corpo. Na sequência ele faz gestos obscenos, esfregando as mãos e passando-as na boca.

Em nota, o Atlético declarou que o funcionário está afastado temporariamente e pede desculpas pela situação. “Sobre o episódio ocorrido na tarde de ontem, envolvendo a atleta Vitória Calhau, o Atlético lamenta e repudia o comportamento do funcionário, que foi sumariamente afastado.Pedimos desculpas à atleta, às demais jogadoras e a todas as torcedoras e torcedores pelo lamentável ato.”, afirma. 

A respeito do canto da torcida organizada, o clube não se pronunciou diretamente pois afirma já ter se pronunciado anteriormente. “Sobre cantos machistas, homofóbicos, racistas e etc, clube já se posicionou em outras ocasiões, sempre condenando.”, destaca. 

A coordenadora do Galo Feminino, Nina Abreu lamenta a situação. “Lamento profundamente e espero que, assim como no Clube, o episódio sirva de exemplo para a nossa sociedade como um todo.”, diz. Já a jogadora, Vitória Calhau, não se pronunciou até o momento.  

Vale ressaltar que o Portal Espora 13 repudia todo ato como este, seja homofóbico, racista ou machista. As jogadoras foram constrangidas na frente de mais de 14 mil pessoas. Como disse a ex-atleta Paçoca, em suas redes sociais: O que mais existe no Futebol Feminino é assédio em todos os âmbitos. (Assédio moral / Assédio sexual)”, por isso não podemos deixar essas ações serem esquecidas e minimizadas por parte da sociedade. 

A luta do Futebol Feminino não é apenas pelo esporte em si e sim por uma igualdade. Sabemos que a modalidade feminina não é valorizada e não tem seu devido reconhecimento. Se estas mulheres se tornaram jogadoras profissionais, mesmo com tanta dificuldade, elas merecem respeito e precisam ser respeitadas! Uma tarde que tinha tudo para ser feliz  para o futebol feminino, acabou sendo desconfortável. 

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