Homem forte dentro do clube, Rui Costa vai demonstrando seu trabalho

foto: Atlético/Bruno Cantini/Pedro Souza.

Após o período do grande Eduardo Maluf no comando do futebol alvinegro, o Galo vivia um momento conturbado em sua gestão e as diretorias que assumiram após o falecimento de Maluf sempre estiveram pressionadas quanto ao responsável pelo futebol do clube. Com péssimas gestões e diretores de futebol sem rodagem na função, o Galo parecia não ter um “norte” quanto ao planejamento da equipe para as temporadas. Foram épocas de contratações questionáveis, que culminaram em elencos desnivelados e sem muito equilíbrio, com idas e vindas nas gestões da base e com a falta clara de um profissional gabaritado para enxergar o mercado com uma visão diferenciada. Ficou claro que algo precisava ser feito, e entendendo essa necessidade, o clube anunciou em Abril deste ano, a chegada do diretor Rui Costa, que fez bons trabalhos no Grêmio e também no Athletico Paranaense.

Rui Costa, chegou ao Galo com moral, conhecido por ser um grande garimpeiro de talentos e um gestor estratégico eficaz, logo tratou de se tornar a referência dos assuntos futebolísticos no clube, buscou entender o Atlético internamente e traçou mudanças coerentes para fortalecer o clube de dentro pra fora. Entendendo que a função de um diretor de futebol vai muito além de contratar atletas, Rui se aprofundou no dia a dia do Galo, verificou pontos fortes e fracos e buscou profissionais capazes de mudar a estrutura do clube.

Profissionais como Júnior Chávare, contratado no fim de maio, para ser o novo diretor da base atleticana. O Atlético sempre foi berço de craques, porém, nos últimos anos, a base não vinha evoluindo, foram poucos os talentos extraídos das categorias inferiores do clube; sabendo que a tendência dos clubes hoje é revelar talentos para exportar futuramente a preço de ouro, Chávare chegou com fama de grande revelador. Para quem acompanha o Galo, percebe-se que Chávare vem procurando profissionalizar a base, com uma postura de buscar talentos o gestor não tem “pé atrás” para garimpar talentos e aos poucos o clube deverá ter uma resposta em campo do trabalho realizado por este grande profissional, ponto para a gestão de Rui Costa.

Outro profissional que Rui confiou foi Rodrigo Santana, técnico que vinha de bons trabalhos em equipes do interior e já era técnico da base do clube, foi colocado, inicialmente de forma interina, como técnico do time profissional do Galo. Com a tranquilidade dada pelo gestor, Rodrigo pode desenvolver seu trabalho com respaldo, e sempre soube que tinha a confiança por parte da diretoria. Rui lidou bem com o mercado, buscou opções que julgava interessante e sem sucesso com bons nomes, viu em Rodrigo, uma chance de formar um grande técnico dentro de casa. Os resultados foram bons e na volta do elenco com grande felicidade, Rui pode comunicar a efetivação de Rodrigo no comando do alvinegro.

Provando que a visão do diretor é de ajudar o dia a dia do clube, o preparador físico Daniel Félix foi contratado durante o recesso da Copa América, Daniel tem um estilo inteligente e busca entender os atletas para melhor prepara-los para a intensa rotina de jogos, e terá a missão de melhorar o condicionamento do grupo que vinha sofrendo críticas devido à queda de rendimentos dos atletas na parte final de alguns jogos, um bom reforço para toda comissão alvinegra e um grande ganho para o clube.

E a chegada do Diretor pode ser considerada eficaz até mesmo para a presidência do clube. Sérgio Sette Câmara vinha buscando ajustar o clube, porém, volta e meia precisava estar à frente dos assuntos do futebol e não conseguia se ajustar bem nesta função, algumas entrevistas ruins e a falta de um gestor capacitado ao seu lado em meio as crises, prejudicaram a imagem do presidente junto a torcida. Com Rui no comando do futebol, o presidente pode se dedicar mais ao interno do clube, ajustando as dívidas e cuidando dos assuntos administrativos, sem deixar, é claro, de estar presente nas decisões do clube; mas com a autonomia que deu ao diretor, Sette Câmara pôde trabalhar em paz, e melhorar a sua aceitação com a torcida e os envolvidos no dia a dia do Galo. Hoje, o presidente tem se tornado mais próximo aos torcedores, e “gente como a gente”.

Conhecido por buscar jogadores como Éverton e Geromel para o Grêmio, e por ajudar na montagem do bom time do Athetico Paranaense, os reforços do diretor tem chegado aos poucos, e alguns nomes vem sendo ventilados quase que diariamente no time alvinegro, sinal de que a diretoria vem atuando ativamente no mercado, não só internamente, as chegadas dos primeiros reforços foram de atletas sul-americanos, o que demonstra uma atenção da gestão com o mercado, com muita competência, sempre frisando a importância de se reforçar bem, sem atrapalhar e sacrificar as finanças do clube.

O trabalho será avaliado por resultados, é preciso conquistas para evidenciar o bom trabalho realizado, mas Sette Câmara foi eficaz na contratação do diretor Rui Costa, o torcedor atleticano cobrava um gestor com perfil analítico, experiente e com bom conhecimento de mercado, o fato é que o saudoso Maluf não teve nenhum substituto à altura, e possivelmente nunca terá, porém Rui Costa parece entender bem a função e assim como fez o grande Maluf, esperasse que as conquistas evidenciem e marquem na história do clube o nome do bom diretor Rui Costa.

Um grande abraço a Massa Atleticana!!! Nos encontramos aqui na nossa próxima coluna de notícias.

Esporada neles Galo!

Aqui é Galo, Sempre!

 

 

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Jeferson Alves

Apaixonado pelo Clube Atlético Mineiro. Twitter : @jefinhoalves_90 Instagram: @jefinhoalves90 Espora neles! "Aqui é Galo, Sempre!"

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